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sexta-feira, 25 de março de 2011

Aécio e Alckmin apoiam proposta de FHC para criação de conselho

O projeto do candidato derrotado à Presidência da República, José Serra (PSDB), de dirigir seu partido, está praticamente descartado. Serra deve compor um conselho político a ser criado em maio, junto com a reeleição de Sérgio Guerra para a presidência nacional do PSDB.
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou ontem que a reeleição de Guerra “é natural”. Ele defendeu a formação do conselho e negou que a instância será criada para acomodar Serra. O senador disse ter discutido ainda ontem a proposta com seu autor, Fernando Henrique Cardoso. O governadorde São Paulo, Geraldo Alckmin, também defendeu a formação do conselho. Ele e o próprio Aécio devem integrar o órgão, ao lado de Serra.
“Essa sugestão não é para alocar o Serra. O Serra não precisa disso. O Serra tem dimensão política própria. Onde ele for, será ouvido e é importante para nós que ele vá, fale e ajude na formulação política do PSDB”, disse Aécio.
O senador, que participou da festa de 20 anos da Força Sindical em São Paulo, ontem, ao lado de Alckmin, afirmou que o conselho político será importante para a reformulação tucana e para uma aproximação com a sociedade.
“Enquanto cabe à direção do partido a administração, a regulamentação dos diretórios e da definição de candidaturas, cabe ao conselho político a orientação doutrinária do partido”.
Aécio disse defender uma “renovação doutrinária” do PSDB. “É para que o PSDB atualize suas propostas e fale com setores da sociedade com os quais não estamosmais conectados e que estão órfãos hoje”, disse depois de avaliar que esses setores, como jovens e a classe média, “não se identificam com o aparelhamento doEstado e as sucessivas denúncias de corrupção”.
Aécio diferenciou o PSDB do PT afirmando que os tucanos defendem o “Estado eficiente” e, os petistas, “o Estado aparelhado”. As críticas ao PT foram feitas minutos antes de o senador subir ao púlpito, onde se encontraria com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS).
Fonte: Brasília Confidencial
      

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