
IBGE apurou uma estabilização no mercado de trabalho em fevereiro, comparativamente a janeiro, nas seis principais regiões metropolitanas em que mede as taxas de ocupação e de desocupação. Segundo o pesquisador Cimar Azevedo, apesarde ocorrerem dispensas de trabalhadores temporários normais para esta época do ano, houve um número considerável de novas contratações, o que provocou um certo equilíbrio e contribuiu para evitar uma elevação maior da taxa de desemprego.
Dados divulgados ontem pelo instituto informam que o número de pessoas que procuraram trabalho durante fevereiro superou em 85 mil o de janeiro, o que representou aumento de 6% sobre o total de 1,5 milhão de pessoas desocupadas no primeiro mês do ano. A taxa de desocupação variou de 6,1% para 6,4% da população economicamente ativa. Trata-se da menor taxa identificada emfevereiro desde 2003. Ainda de janeiro para fevereiro, o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (10,7 milhões) cresceu 1,8%. O rendimento médio dos trabalhadores, no mesmo período, caiu 0,5%.
A região metropolitana onde a taxa de desocupação mais cresceu foi Belo Horizonte (de 5,3% para 6,3%).
A construção civil foi o único segmento em que a taxa de ocupação cresceu de janeiro para fevereiro. O aumento foi superior a 4%.
Comparadas a situação do mercado de trabalho em fevereiro de 2010 e a de fevereiro deste ano, o IBGE constatou que:
a) A taxa de desemprego caiu 12% e a de ocupação cresceu 2,4%. O número de trabalhadores que conquistaram emprego chegou a 515 mil.
b) A queda do desemprego ocorreu em todas as seis regiões metropolitanas pesquisas. A maior queda foi registrada em São Paulo, enquanto a taxa mais baixa foiidentificada em Porto Alegre e a mais alta em Salvador.
c) O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu em 687 mil;
d) O rendimento médio do trabalhador aumentou 3,7%;
e) Cresceu o número de trabalhadores nos segmentos de prestação de serviços a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias, intermediação financeira e outros serviços . E diminuiu – quase 7% – o total de trabalhadores em serviços domésticos.
Na avaliação do IBGE, o mercado de trabalho está mostrando em 2011 um movimento muito parecido com o de 2010, considerado o melhor ano desde 2002.
“A diferença é que 2011 está com a taxa de desemprego num patamar mais baixo”, observou o pesquisador Cimar Azevedo.
Fonte: Brasília Confidencial
Nenhum comentário:
Postar um comentário